quarta-feira, 29 de junho de 2011

Os Tsunamis ou Maremotos

Chamada de tsunami - palavra de origem japonesa que significa 'grande onda' (tsu = grande e nami = onda) -, a onda gigante e solitária forma-se em oceanos ou lagos por causa de um evento geológico. Isso quer dizer que, em geral, os tsunamis surgem após um terremoto nas profundezas dos oceanos causado pelo movimento das placas tectônicas (Para saber mais sobre placas tectônicas leia o box no final do texto). O terremoto pode desencadear uma avalanche submarina de lama e pedras, que movimenta a água de repente e com grande força. Isso intensifica o movimento das ondas e gera o tsunami.


A possibilidade de ocorrer um tsunami na Europa, na África e no Brasil é pequena. Já em continentes que são margeados pelo oceano Pacífico, as chances são maiores. Isso acontece porque há menos vulcanismos e movimento de placas tectônicas nas bordas dos continentes localizados às margens do oceano Atlântico do que em continentes com costa voltada para o Pacífico.

O fato é que a onda gigante pode viajar por centenas ou até milhares de quilômetros no oceano. Um terremoto no Chile pode provocar um tsunami na Austrália. São raros os tsunamis gigantescos que destroem vilas ou cidades costeiras. A maioria deles é muito fraco e gera ondas com poucos centímetros.

Existe a possibilidade de que a altura do tsunami aumente durante a viagem pelos oceanos. Uma onda com altura entre dois e quatro metros pode crescer ao atingir águas rasas que estejam próximas ao ponto de impacto da onda com a costa.
Tsunamis desse tipo já aconteceram na Califórnia, no Oregon e em Washington, estados localizados na costa dos Estados Unidos voltada para o oceano Pacífico. As ondas tinham entre dez e 18 metros. Existem pessoas que não sentem medo de ondas desse tamanho. Para alguns surfistas malucos, essa é a oportunidade de tentar pegar a maior onda de suas vidas.
Muitos países atingidos por tsunamis construíram centros para estudar esse fenômeno, como o Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a Costa Rica. O objetivo é evitar catástrofes maiores. O monitoramento é feito através de sismógrafos posicionados ao redor do planeta e que emitem dados diários sobre a movimentação no interior da Terra. Os observatórios trocam esses dados e outras informações para que os pesquisadores possam prever quando um tsunami acontecerá e quanto tempo será necessário para ele chegar à costa. Com esse cuidado, as pessoas podem ser retiradas rapidamente das áreas de risco e levadas para locais seguros. Assim, o número de vítimas e os prejuízos materiais diminuem.
Há centros de pesquisa que estudam a possibilidade de o impacto da queda de asteróides nos oceanos em tempos remotos ter provocado fortes tsunamis.
Como conseqüência, mudanças drásticas na zona costeira teriam ocorrido, como o desaparecimento de algumas espécies e mudanças nos rumos da evolução de outras.
Esses fenômenos naturais mostram como a Terra é dinâmica, está em constante mudança e que é preciso aprender a conviver com eles.
Embora as ondas geradas pelos tsunamis possam se propagar a 800 Km/h, os navegadores quase não dão conta por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de água erguem-se subitamente, devastando tudo à sua passagem.
Os tsunamis atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um terremoto sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, esse tremor deu origem a um tsunami que devastou as costas do Japão. Outro tsunami famoso foi o da ilha de Krakatau (antes conhecida como Krakatoa) na Indonésia, em 1883. Ele aconteceu por causa de grandes erupções vulcânicas nas Índias Orientais o que provocou nas costas de Java, Sumatra e ilhas vizinhas ondas terríveis, com 30 m de altura. Esse tsunami destruiu completamente a cidade de Merak, levando um navio 2,5 km para o interior da ilha, a 10 metros do nível do mar! Nesse tsunami, mais de 36 mil pessoas morreram. Antes disso, em 1755, ondas com mais de 20 metros de altura atingiram o litoral de Lisboa, capital de Portugal, destruindo a cidade e matando centenas de pessoas.
O que causa um Tsunami ?


Recapitulando...

Um Tsunami é uma onda causada pelo movimento repentino do fundo do mar. Este movimento pode ser desencadeado por diferentes fenómenos: sismos, erupções vulcânicas ou deslizamentos de terras submarinos. Podem ainda ser gerados em consequência de impactos de meteoritos. Os Tsunamis propagam-se ao longo da superfície dos oceanos a grandes velocidades e quando atingem a linha de costa os seus efeitos podem ser devastadores.


A grande maioria dos Tsunamis formam-se em consequência de sismos gerados em zonas de subducção. As zonas de subducção são locais onde um fragmento de crusta terrestre, normalmente oceânica, mergulha sob outra (continental ou oceânica) afundando-se no manto. Neste local as forças de fricção são enormes. Imaginem uma fracção de rocha com mais de 20 km de espessura a mergulhar sobre outro com mais de 50 km, podendo atingir várias centenas de quilómetros de extensão e afundando a mais de 700 km de profundidade no manto.

Devido à fricção e devido ao facto de as placas se movimentarem lentamente durante a maior parte do tempo, a zona de subducção encontra-se normalmente bloqueada .


Deste modo a energia vai-se acumulando e as placas vão-se deformando lentamente, mas sem que ocorra movimento relativo ao longo do plano de subducção.


Quando a energia acumulada excede a força de fricção existente entre as duas placas dá-se o movimento repentino relativo entre elas ao longo do plano de subducção, libertando as enormes quantidade de energia. A energia potencial é "transformada" em energia cinética (movimento). Quando isto acontece o fundo do mar pode movimentar-se bruscamente, movimento este que é transferido à coluna de água suprajacente, gerando o Tsunami.






A onda assim formada propaga-se ao longo da superfície do mar, podendo ser amplificanda quando atinge as zonas costeiras. Nestas zonas podem-se formar-se ondas com várias dezena de metros causando a destruição quase total das áreas onde se dá o impacto da massa de água






BIBLIOGRAFIA :
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/terremotos/terremotos-6.php
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/tsumani/tsunami-1.php

Terremotos

Terremoto ou Sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.
As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a atmosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra



Na maioria dos casos, as vibrações são muito fracas, sendo percebidas somente com o auxílio de aparelhos especiais. Mas alguns terremotos podem causar efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc...
No dia 22 de abril um abalo de 5,2 graus na escala Richter atingiu pelo menos cinco Estados brasileiros. Segundo pesquisadores a causa foi uma falha geológica na placa tectônica em que o Brasil se localiza. Como mostra a imagem a cima, o tipo de dano causado.


Como os Terremotos acontecem ?
A maioria dos terremotos ocorre quando certa tensão na fronteira entre duas placas tectônicas é liberada. Duas placas em movimento podem se encostar, exercer pressão uma contra a outra e ficar presas entre si. Em determinado momento, a força acumulada entre elas pode vencer o atrito, provocando um deslizamento rápido: uma placa escorrega ao longo da outra, o que libera a energia acumulada. Essa energia desencadeia "ondas de choque", chamadas ondas sísmicas, que se espalham pelas rochas e provocam tremores de terra.
Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica (realizados pelo homem). Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.


As conseqüências de um terremoto são:

Vibração do solo e Abertura de falhas:




Deslizamento de terras:




Tsunami:




Mudança na rotação da terra:



Foi a partir de 1900 que surgiram as principais escalas de medição que conhecemos. A mais conhecida é a escala Richter, desenvolvida pelo americano Charles Richter (1900-1985). A escala Richter varia de 0 a 9,5 ou mais pontos. O último nível pode variar: ele vai depender da força do maior terremoto ocorrido até o momento.
O abalo de maior intensidade já registrado no século XX alcançou 9,5 pontos na escala Richter e ocorreu no Chile, em 1860. O da Turquia, em 1999, atingiu cerca de 7,4 pontos na escala Richter.
O terremoto que provocou o maior número de mortes ocorreu na China, em 1556 - 830 mil mortos.

As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos.
Só nos Estados Unidos acontecem cerca de 13 mil terremotos por ano que variam de aproximadamente 18 grandes terremotos e um terremoto gigante sendo que os demais são leves ou até mesmo despercebidos.
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.
 
Terremoto no Chile
No dia 27 de fevereiro de 2010, um terremoto de 8,8 graus atingiu o centro-sul do Chile, sendo o maior tremor no país desde 1960. Conforme o Instituto Geológico dos Estados Unidos, o terremoto teve seu epicentro a 35 quilômetros abaixo do nível do mar, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros de Santiago, capital do Chile, e a 91 quilômetros de Concepción, segunda cidade mais populosa do país. Em seguida, outros tremores foram registrados – de magnitudes que variaram entre 5,2 e 6,9 graus na escala Richter. O terremoto desencadeou um tsunami, que provocou ondas que invadiram até 300 metros de terra firme.




Terremoto na Italia
Foi o mais forte terremoto na Itália desde 1980. Às 3h30, Roma tremeu de susto. Mas foi a 90 quilômetros da capital italiana que o tremor de 6,3º na escala Richter destruiu cidades e matou mais de uma centena de pessoas.


 
 
Terremoto no Japão
o 7º pior terremoto da história, o Abalo de magnitude 8,9 resultou em uma das mais horríveis catástrofes vivenciadas pelos japoneses nos últimos anos.
Terremoto Haiti
 O terremoto de magnitude 7 que atingiu o Haiti deu início a uma crise humanitária no país. Segundo estimativas, mais de 200 mil pessoas morreram e cerca de 1 milhão ficou desabrigada. Nos dias que se seguiram à tragédia, as Nações Unidas afirmaram que este foi o pior desastre que a organização já enfrentou.




Outros Terremotos
 
8 de outubro de 2005 – norte do Paquistão: Tendo como epicentro a província da Caxemira – cerca de 100 quilômetros ao norte da capital paquistanesa Islamabad – um tremor de 7,6 pontos matou ao menos 19 mil pessoas no sul da Ásia. O impacto do terremoto foi sentido em partes do Paquistão, da Índia e do Afeganistão. Embora terremotos não sejam exatamente inesperados no país, este foi um dos maiores em sua história recente. O último tremor numa escala tão alta havia ocorrido em maio de 1935 e fez 60 mil vítimas na cidade de Quetta, que praticamente ficou destruída por completo.

26 de dezembro de 2004 – sudeste da Ásia: Um terremoto de 8,9 de magnitude atingiu a extremidade norte da ilha de Sumatra, na Indonésia, provocando grandes enchentes na costa e matando milhares de pessoas na Indonésia, na Malásia, na Tailândia, na Índia e no Sri Lanka. Cerca de 225 mil pessoas morreram, entre elas muitos turistas ocidentais. O socorro e a ajuda humanitária prestados à época foram dos mais abrangentes na história.
 
26 de dezembro de 2003 – Bam, Irã: Pelo menos 31,8 mil pessoas morreram e 18 mil ficaram feridas num terremoto que arrasou a antiga cidade iraniana de Bam. O tremor alcançou 6,7 de magnitude. Apesar das tensões políticas com a República Islâmica, países ocidentais enviaram suprimentos e ajuda financeira a Teerã.
 
21 de maio de 2003 – norte da Argélia: Aproximadamente 2,3 mil pessoas morreram e outras 10 mil ficaram feridas num tremor de magnitude 6,8 ocorrido próximo da capital, Argel.
 
25 de março de 2002 – norte do Afeganistão: Tremor de magnitude 6 matou 4,8 mil pessoas.
 
26 de janeiro de 2001 – Gujarat, oeste da Índia: o Estado indiano de Gurajat foi abalado por um terremoto de 7,9 de magnitude. Números oficiais informaram que pouco mais de 20 mil pessoas perderam a vida e outras 160 mil ficaram feridas, mas organizações de ajuda humanitária estimam que o número de vítimas fatais pode ter chegado a 50 mil.

17 de agosto de 1999 – noroeste da Turquia: Em um dos piores terremotos da história do país, 17,8 mil pessoas morreram e aproximadamente 25 ficaram feridas na região próxima a Izmit. O tremor chegou a 7,4 de magnitude. Os inúmeros arranha-céus construídos de maneira barata e rápida na cidade entraram em colapso. A situação levou a uma investigação sobre as práticas de construção desses prédios em todo o país.
 
30 de maio de 1998 – nordeste do Afeganistão: um terremoto de 7,1 de magnitude matou cerca de 5 mil pessoas no país.
 
4 de fevereiro de 1998 – nordeste do Afeganistão: Entre 2,3 mil e 4 mil pessoas morreram em tremor de 6,4 de magnitude.

10 de maio de 1997 – leste do Irã: 1,6 mil mortes e 3,7 mil pessoas feridas em terremoto com magnitude 7,1.
 
17 de janeiro de 1995 – Kobe-Osaka, região central do Japão: A ilha de Honshu é atingida por um terremoto de magnitude 7,2. São registradas 6,4 mil mortes, sendo que a cidade de Kobe é a mais destruída. Prejuízos ultrapassam os 100 bilhões de dólares.
 
30 de setembro de 1993 – Maharashtra, sudoeste da Índia: Mais de 30 mil mortos e dezenas de vilas são varridas do mapa após terremoto de magnitude 6,4.
 
21 de junho de 1990 – noroeste do Irã: No pior terremoto registrado no país ao longo do século, com magnitude 7,7, mais de 50 mil pessoas nas províncias de Ghilan e Zandjan.
 
7 de dezembro de 1988 – noroeste da Armênia: cerca de 25 mil pessoas morrem no então Estado soviético após um terremoto de magnitude 7 atingir as cidades de Spitak e Leninakan, atual Gumairi.
 
19 de setembro de 1985 – Cidade do México: Apesar do epicentro relativamente distante, pelo menos 10 mil mexicanos morrem na capital após um tremor de terras na região central das províncias mexicanas.
 
28 de julho de 1976 – cidade de Tangshan na província de Hebei, China: Terremoto de 7,8 de magnitude deixa um saldo de 242 mil mortos e 164 feridos.

No Brasil existe terremotos   
Durante muito tempo acreditava-se que no Brasil não ocorria terremotos, no entanto, essa afirmação é um tanto quanto precipitada. Se comparar os abalos sísmicos ocorridos nos Andes com os ocorridos no Brasil, os do Brasil podem ser classificados como modestos, embora a quantidade de abalos sejam muitas e com escalas acima de 5,0 graus, não ignorando a possibilidade de tremores mais intensos, uma vez que o planeta é dinâmico e está em constante transformação.

Foram muitos os terremotos ocorridos no Brasil no decorrer da história, com destaque para o Ceará, em 1980 / mb=5,2, João Câmara (RN) 1986 / mb=5,1.
Em outros casos os tremores tiveram proporções maiores como no Mato Grosso 1955/mb=6,6, Espírito Santo 1955/mb=6,3 e Amazonas 1983/mb=5,5, essas regiões não eram habitadas.
Os abalos sísmicos podem emergir a qualquer instante e lugar, dessa forma não se deve descartar a possibilidade de ocorrer tremores com grandes conseqüências em algum centro urbano brasileiro.
 
A pouca incidência de terremotos no Brasil é proveniente de sua localização no centro da placa Sul-americana.
No fim de 2007, mais precisamente em 9 de dezembro desse ano, na cidade mineira de Itacarambi ocorreu um terremoto, o abalo derrubou 76 casas, condenou várias outras, e levou a óbito uma criança.
Esse abalo foi um dos maiores ocorridos no Brasil e o primeiro com vítima fatal. O tremor teve intensidade de 4,9 graus na escala Richter, segundo o Professor Lucas Vieira Barros da Universidade de Brasília, os tremores ocorriam desde maio.
A explicação não é definitiva, mas é provável que o agente causador seja uma falha geológica, localizada a 5 quilômetros abaixo da superfície.
 
Pior terremoto do Brasil derrubou 4 mil casas em João Câmara (RN), em 1996.


Como ocorre o Terremoto ?   





A terra é formada por camadas: a hidrosfera (de água), a atmosfera (de gases) e a litosfera (de rochas). A litosfera é a camada mais rígida da terra e divide-se em partes menores chamadas placas tectônicas. Essas placas tectônicas se movimentam lentamente, gerando um processo contínuo de esforço e deformação nas grandes massas da rocha. Quando esse esforço supera o limite de resistência da rocha, faz com que ela se rompa liberando parte da energia acumulada que é liberada sob forma de ondas elásticas, chamadas de ondas sísmicas. Essas ondas podem se espalhar em todas as direções, fazendo a terra vibrar intensamente, ocasionando os terremotos.